quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Depois de tudo...












Rendo-me finalmente.
Entrego-me a lassitude, 
E vigio indolente o desfiar das horas...
Meus olhos baços já não enxergam...
Nem meus próprios passos
As vezes acerto...
No descompasso de tantas emoções,
No deslizar de lágrimas,
Que se quedam livremente
Entre as dobras do meu lençol...
Travesseiros jogados 
Pela cama e quarto.
Roupas dispersas pelo tapete 
Sobre sandálias e ligas...
Só tu dormes
Indiferente
Cálido.
Sobre meus cabelos
E orgulho.


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4 Comentários:

Às 29 de setembro de 2016 21:50 , Blogger India Alves disse...

Uauuu belo!

 
Às 29 de setembro de 2016 23:30 , Blogger Céres Felski disse...

Gracias, poeta! 🙃

 
Às 30 de setembro de 2016 14:14 , Blogger Evandro disse...

belo e assombrosamente cálido.

 
Às 30 de setembro de 2016 14:19 , Blogger Céres Felski disse...

Obrigada, meu caro...

 

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