Soneto a solidão

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Soneto 


Por teu olhar apenas, sofro...
E desenho em névoa todos os desejos,
que tua pele me provoca em sonhos
e que afogo a me lembrar dos beijos...

Tenho delírios... mas a quem importa?
sofro em silêncio a cada madrugada...
Apenas tu, e tua presença afagam
a minha angústia que transborda em mágoa...

Sigo o destino, o que a mim reserva, 
a passos lentos na caminhada fria...
entre os lençóis de minha utopia.

Calo. E grito o silêncio infame.
Choro. E te acarinho a imagem...
Desenho em névoa, sempre o teu nome.

Céres Felski

Autora

Mineira de nascimento e catarinense por opção, apaixonada pela vida e por literatura. Médica, concilia as artes da medicina e da escrita em prosa e poesia.

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